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Coisas que a Bíblia não resolve…

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Olá, se ainda existe alguém por aqui, essa é mais uma tímida aparição deste blogueiro mais relaxado do mundo. O problema é que o tema do meu Blog é muito sensível e pessoal, por isso não me sinto satisfeito de encher essa plataforma de conteúdos que eu não acredite ou que não me digam nada (de uma forma mais profunda). E não se preocupem, tenho preparado – há um bom tempo – um texto falando um pouco sobre o porquê desse meu afastamento. Se eu consegui terminar e acreditar nesse texto, em breve (assim espero) ele estará por aqui. Enquanto isso se deliciem com esse texto tão bacana que eu encontrei passeando pelo twitter (senhoras e senhores, acreditem, existem pessoas que postam coisas interessantes no twitter. Foi o caso de Anderson Paz, autor desse texto). Aproveitem!
Emerson De Oliveira

Era uma comunidade extremamente problemática. Entre os vários erros que Paulo teve que corrigir naquela igreja havia divisão entre irmãos, a tolerância ao pecado, a imaturidade no uso dos dons espirituais, entre muitos outros. A igreja em questão é a de Corinto.

Na busca por corrigir os problemas de Corinto, Paulo escreve algumas cartas àquela igreja, das quais nos restaram duas (I e II Coríntios). São cartas de valor imensurável, por tratar de vários aspectos importantes da vida de uma comunidade cristã. Contudo, apesar de todo o valor desses ensinos, eles não foram o suficiente para a solução dos problemas dos cristãos de Corinto. Estou convicto de que existem coisas que a Bíblia sozinha não resolve.

E qual caminho Paulo tomou para resolver aqueles problemas? Não apenas colocou as Escrituras para serem obedecidas, como também a sua própria vida como modelo a ser seguido. Afinal, ele disse: “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” (I Co. 4:16), e “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (I Co. 11:1). Contudo, o apóstolo estava distante daquela comunidade. Então, como fazer com que seu exemplo de vida fosse lembrado com força? Paulo encontra solução para isso na seguinte forma: “Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja” (I Co. 4:17). Timóteo poderia plenamente reproduzir os caminhos de Paulo, não só em seu discurso, mas em sua prática. Paulo disse o seguinte para Timóteo: “Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições” (II Tm. 3:10-11). “Sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza” (I Tm. 4:12).

Existem problemas no cotidiano de uma igreja que não se resolvem com estudo bíblico. A Palavra Escrita é primordial e indispensável, contudo, apenas ler a palavra não é suficiente, precisamos ver sua prática na vida de alguém. Além das Escrituras, precisamos de gente que nos ajude a vivê-las. Pessoas que se colocam como modelo a ser seguido, e nos advertem, nos corrigem, não se omitem em nos dizer a verdade, e que sejam inspiração para nossas vidas.

Se você abraçou de coração o propósito de Deus, então precisa estar aberto para receber a ação da mão de Deus através dos seus irmãos, mesmo quando esta ação vem por meio de correções. Mas também é indispensável que você trabalhe na realização desse propósito colocando sua própria vida como exemplo. Isso não é uma exigência para pastores e líderes, mas é o alvo de todo o cristão, pois somos a luz do mundo (Mt. 5:14; Fp. 2:15). Afinal, aquele que diz que está em Cristo também deve andar como Ele andou (I Jo. 2:6).

Em Cristo,

Anderson Paz
Fonte: http://conexaoeclesia.com
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Conversa a Mesa

Por Martinho Lutero

Estraído do livro: A bilblioteca de C.S. lewis, pg 42, Editora Mundo Cristão, São Paulo
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O demônio ataca o mundo cristão com o máximo de suas força e sutileza, molestando os cristão por meio de tiranos, hereges e falsos irmãos, e instigando o mundo inteiro contra eles.

Pelo contrário, Cristo resiste ao demônio e seu reino com um número reduzido de pessoas simples e desprezadas; aos olhos do mundo, estas pessoas são fracas e estultas, e mesmo assim ele consegue a vitória.

Ora, seria uma guerra muito desigual uma pobre ovelha enfrentar uma centena de lobos, como aconteceu com os apóstolos quando Cristo mandou para o mundo e um após o outro foram assassinados e eliminados.

Contra os lobos deveríamos preferir soltar leões, ou feras mais ferozes e horríveis. Mas Cristo se compraz em mostrar sua mais alta sabedoria e força em nossa fraqueza e estultícia, segundo a interpretação do mundo, e procede de tal forma que todos os que se levantam contra os seus servos e discípulos provarão do próprio veneno e se darão mal.

Pois somente ele, o Senhor dos Exércitos, opera milagres. Ele preserva suas ovelhas no meio de lobos e ele mesmo tanto as aflige que nós claramente vemos que nossa fé não subsiste pelo poder da sabedoria humana, mas no poder de Deus, porque, embora Cristo permita que uma ovelha seja devorada, no entanto ele manda outras dez ou mais para substituí – lá.

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Emerson de Oliveira
Graça e Paz

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Treinando os nossos Hábitos

“… Você tem de pedir a ajuda de Deus. Mesmo depois de pedir, poderá ter a impressão de que a ajuda não vem, ou vem em dose menor que a necessária. Não se preocupe. Depois de cada fracasso, levante-se e tente de novo. Muitas vezes, a primeira ajuda de Deus não é a própria virtude, mas a força para tentar de novo [...] esse processo de treinamento dos hábitos da alma é ainda mais valioso. Ele cura nossas ilusões a respeito de nós mesmos e nos ensina a confiar em Deus…”

C.S Lewis – Cristianismo Puro e Simples

Emeson de Oliveira
Graça e Paz

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Transforme toda essa dor em virtude

Na próxima ocasião em que me questionarem sobre o meu gênio, meio tímido/meio abatido, vou falar, juro! Sem titubear:

- É culpa de meus pais…

Os mesmos sujeitos que apesar de tanto me causarem danos, teimam em habitar no canto mais sagrado do meu coração.

Os mesmos sujeitos que figuram no posto mais alto do meu panteão de heróis.

Os mesmos sujeitos que levantaram as bases dos primeiros castelo que eu admirei.

São esses os sujeitos honrados que hoje (mais uma vez) me fazem vacilar, chorar, duvidar.

Não fosse Deus, o que seria de mim?

Oração:
Senhor, dá-me discernimento e transforme toda essa dor em virtude.

Emerson de Oliveira Souza
Graça e Paz…
26 de setembro de 2011

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Dá-me um coração de adorador!

Em pouco tempo de ministério numa igreja local eu pude notar como a visão de QUAL É DE FATO O PAPEL DE UM ADORADOR está distorcida. Técnica, vaidade, divulgação, visão de mercado… Parece que toda essa armação secular tem mais espaço nos corações dos nossos ministros de louvor do que o que de fato deveria ser o sentido primeiro da adoração: RENDER GRAÇAS E LOUVORES AO DEUS CRIADOR.

Não que eu seja contra a excelência (sei sobre o poder que a boa arte pode exercer sobre nossas vidas), mas é que experimentando de perto o que esses valores seculares têm gerado nas igrejas, suspeito de que eles – esses valores – têm mais a ver com nossos EGOS do que com ADORAÇÃO de fato.

Antagonicamente, sinto falta do tempo em que as igrejas não tinham maestros, não tinham corais e nem mesmo instrumentos, tempo em que a única preocupação era voltar-se para Deus, sinto falta dessa simplicidade. Trocaria todas as parafernálias técnicas de minha igreja por momentos assim.

Senhor, volta o nosso coração para Ti.

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Delírio!

Fala-se de Deus como um delírio, um recurso psicológico criado pelos homens para nós dar alguma forma de conforto. Bem, se ainda assim o fosse, gostaria de partilhar uma estupidez de minha parte: esse delírio tem transformado a minha vida, hoje sou uma pessoa bem melhor do que fui ontem e, se já não fosse o bastante, a cada dia sinto ser gerada em mim uma certeza de que o amanhã será ainda melhor do que o hoje.

Dos vários valores cultuados em nosso tempo, a ousadia e a coragem com certeza habitariam no panteão de nossa cultura Pop. Afinal, o culto a esses dois valores nos ajudou a forjar alguns dos mais admirados aspectos de nossa cultura (o mito do herói, poemas e poesias, ideologias, músicas, o rock, os alicerces da liderança, etc.). Acredito que você, assim como eu, também admire estes valores (é claro que acrescidos com uma boa dose de bom senso, embora nem sempre baseemos nossas escolhas no bom senso). Qual de nós nunca experimentou desses valores por puro prazer ou até mesmo curiosidade? A primeira dose, o primeiro trago, a primeira tatoo, um piercing, o primeiro porre, alguma briga, uma má resposta, uma relação amorosa; enfim, somos sempre rodeados de opções e motivos para ousar. O estranho é que, embora nos julguemos extremamente racionais (e nos armemos das mais diversas teorias para defender nossas escolhas), a grande maioria delas (as escolhas) foram tomadas pura e simplesmente no terreno da emoção, seja para se sentir aceito, conquistar a admiração e/ou o respeito de algum grupo, esquecer das decepções. Embora não nos faltem motivos, temos que admitir que a maioria respostas que damos a eles não são lá muito inteligentes.

E para concluir, deixo-vos uma provocação:

Se tantas vezes em nossas vidas nos voluntariamos a escolhas tão estúpidas e imaturas, por que não ousar em provar essa proposta que vos deixo, se ela tem sido solução para tantas gerações?

Muitos dos motivos ainda serão os mesmos (busca pela paz, alegria, segurança, etc.), mas a escolha é outra, Jesus Cristo.

O vídeo abaixo mostra o testemunho de Rodolfo Abrantes, ex-vocalista da banda Raimundos, que um dia ousou em provar da graça de Jesus Cristo e finalmente encontrou paz e razão para sua vida.

Seja um homem de coragem e conheça Jesus.

Graça e Paz.
Emerson de Oliveira

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Realidade

Como prometido, ainda lá no já distante prefácio deste blog, tento cumprir hoje uma tarefa com a qual tenho pecado – confesso. Dispus no Blog um achado bem especial, uma poesia de Álvaro Campos – um dos pseudônimos do poeta português Fernando Pessoa.
O Poema se chama Realidade e trata basicamente da reflexão sobre o tempo, sobre mudanças. Enfim, não quero estragar o que me encanta na poesia, a livre interpretação. Espero que apreciem…
Graça e Paz….

Sim, passava aqui frequentemente há vinte anos…
Nada está mudado — ou, pelo menos, não dou por isto —
Nesta localidade da cidade…

Há vinte anos!…
O que eu era então! Ora, era outro…
Há vinte anos, e as casas não sabem de nada…
Vinte anos inúteis (e sei lá se o foram!
Sei eu o que é útil ou inútil?)…
Vinte anos perdidos (mas o que seria ganhá-los?)

Tento reconstruir na minha imaginação
Quem eu era e como era quando por aqui passava
Há vinte anos…
Não me lembro, não me posso lembrar.

O outro que aqui passava, então,
Se existisse hoje, talvez se lembrasse…
Há tanta personagem de romance que conheço melhor por dentro
De que esse eu-mesmo que há vinte anos passava por aqui!

Sim, o mistério do tempo.
Sim, o não se saber nada,
Sim, o termos todos nascido a bordo
Sim, sim, tudo isso, ou outra forma de o dizer…

Daquela janela do segundo andar, ainda idêntica a si mesma,
Debruçava-se então uma rapariga mais velha que eu, mais
lembradamente de azul.

Hoje, se calhar, está o quê?
Podemos imaginar tudo do que nada sabemos.
Estou parado físisca e moralmente: não quero imaginar nada…

Houve um dia em que subi esta rua pensando alegremente no futuro,
Pois Deus dá licença que o que não existe seja fortemente iluminado,
Hoje, descendo esta rua, nem no passado penso alegremente.
Quando muito, nem penso…
Tenho a impressão que as duas figuras se cruzaram na rua, nem então nem agora,
Mas aqui mesmo, sem tempo a perturbar o cruzamento.

Olhamos indiferentemente um para o outro.
E eu o antigo lá subi a rua imaginando um futuro girassol,
E eu o moderno lá desci a rua não imaginando nada.

Talvez isso realmente se desse…
Verdadeiramente se desse…
Sim, carnalmente se desse…

Sim, talvez…

    Álvaro de Campos, in “Poemas”
    Heterónimo de Fernando Pessoa

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