Monthly Archives: Março 2010

O homem no abismo

Olá!
Muitas pessoas questionam o porquê do cristianismo, por que deveriam adotá-lo como Verdade para suas vidas. Bem, complexo de se explicar, que dirá de convencê-las desse porquê, mas cada vez mais estou convicto de que os gestos dizem mais alto que as palavras.

Esse vídeo explica de uma forma simples e profunda por que legamos a Jesus toda a majestade e senhorio sobre nossas vidas.

Graça e Paz!
Emerson de Oliveira

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Hans Rookmaaker

Olá pessoal, boa/bom dia/tarde/noite!

Bem, antes de qualquer coisa gostaria de me antecipar e pedir desculpas porque terei que ser bem breve nesta postagem, pois estou meio indisposto, bendito resfriado!
Vamos então ao post.

Arte, tema já recorrente no the verb, afinal, é uma das propostas fundamentais do Blog. Dia desses, vasculhando alguns sites que eventualmente visito, me deparei com uma entrevista muito bacana que o jornalista Rafael Porto escreveu em seu blog sobre a banda Palavrantiga (outro clichê aqui no the verb). Além de poder me inteirar mais sobre a banda (mais uma vez: excelente banda!), tive a felicidade de encontrar um rico (e raro) texto que trata da relação entre o cristianismo e a arte. Mas este post não se propõe a entrar nesse mérito, e discutir essa relação. A proposta do post nada mais é que: disponibilizar pra vocês um link da entrevista com a banda Palavrantiga, e o link de uma palestra interessantíssima em que Rodolfo Amorim (aparentemente um teórico cristão) nos apresenta Hans Rookmaaker, uma grande figura (intelectual) do século passado, embora desconhecida, que nos legou vários estudos sobre essa intrigante relação.

Leia a entrevista, escute a palestra e medite sobre assunto. Acho mais rico que o blog se disponha nesta condição (embora nem sempre o arranjo seja este): não determinando verdades, mas indicando caminhos.

Links:
Entrevista

*Como o link dá palestra foi tirado do ar, vou disponibilizar pra vocês outros links interessantes sobre Hans Rookmaaker (links de textos produzidos pelo próprio Rodolfo Amorim):

A Relevância de Rookmaaker para Hoje
Hans Rookmaaker e Francis Schaeffer
O Legado de Hans Rookmaaker: “E daí?”

Espero que gostem!
Graça e Paz!
Emerson de Oliveira

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Breve biografia de Hans Rookmaaker

Henderik Roelof “Hans” Rookmaaker (27 de fevereiro de 1922, 13 de março de 1977) foi um estudioso holandês, cristão, professor e autor de livros sobre teoria e história da arte, música, filosofia e religião.

Em 1948, ele conheceu teólogo cristão Francis Schaeffer e tornou-se um membro da L’Abri na Suíça. Hans e sua esposa Anky abriram uma filial holandesa de L’Abri em 1971.

Na seqüência de um doutorado em história da arte, com uma dissertação sobre Gauguin na Universidade de Amsterdã, ele se tornou o fundador do departamento de história da arte na Universidade Livre de Amsterdã.

Rookmaaker dedicou grande parte de sua carreira em apontar a concepção ambigüidade de arte entre os cristãos e a ambígua concepção de fé entre os artistas. Sua principal tese foi estabelecida na sua publicação de 1970, intitulada: Arte Moderna e A Morte de uma cultura.

Ao longo de sua carreira, ele lecionou no Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, bem como em sua Holanda natal.

Dois livros de Rookmaaker foram publicados postumamente: Necessidades Art º Justificação em 1978 e The Gift Creative: Ensaios sobre a arte ea vida cristã, em 1981. Em 2003, The Complete Works of Hans Rookmaaker, editado por sua filha Marleen Hengelaar-Rookmaaker, foram publicados.

Fonte: Wikipédia

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Wallpaper the.verb

Arte the.verb

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DE FHC A WITTGENSTEIN

“Somente no âmbito nessa forma essencialmente perigosa de existência humana, a sacerdotal, é que o homem se tornou um animal interessante, apenas então a alma humana ganhou profundidade num sentido superior, e tornou-se má – e estas são as duas formas fundamentais da superioridade até agora tida pelo homem sobre as outras bestas”. (NIETZSCHE, F. W. Genealogia da moral, 2005. p. 25. Afor 6. § 1)

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Quem nunca se deparou com aquele texto cabeludo, cheio de rodeios, com o sentido perdido entre várias e várias vírgulas, em parágrafos longos e intermináveis? Pois é, como no texto acima, utilizado meramente como ilustração, o sentido do texto somente pode ser alcançado após um exaustivo exercício de paciência e persistência, isso sem falar em pesquisa. Quantas unhas me custaram para formar (Rs!).

Bem, conversando com minha lindíssima namorada sobre como os textos acadêmicos muitas vezes são quase indecifráveis e cronicamente chatos, ela me falou de um texto do multifuncional Millor Fernandes que tratava desse mesmo drama.

Como sempre, recheado de humor e sarcasmo, vale a pena observar como Millor faz uma crítica inteligente sobre essa pauta e ainda nos deixa um vão livre para julgarmos segundo nossa própria conveniência a situação.

Por fim, penso que deva causar um homérico gozo (de cargas vaidosas altíssimas) para estes autores ao ver cidadãos comuns e ordinários como eu declarar a extrema dificuldade para entender seus textos. Só isso me faria entender essa situação, ou quem sabe eles não sabem escrever mesmo! Acredito que essa situação somente perpetua o vão entre a cultura e a sociedade, vão esse cada vez mais profundo e largo. Não é de se admirar o raquítico número de pessoas (principalmente jovens) que se interessam por cultura.

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DE FERNANDO HENRIQUE A WITTGENSTEIN

Estava eu aqui, tranquilamente, elevando meu conhecimento sobre o desenvolvimento, lendo aqui e ali as sábias palavras de Fernando Henrique Cardoso, o Lula barroco – Perspectivas para uma Análise Integrada do Desenvolvimento -, quando descobri ao lado (meus livros são tão bem arrumados como os da Biblioteca de Alexandria. Depois do incêndio) o Tractatus Logico-Philosophicus. Logisch-philosophische Abhandlung, de Wittgenstein. Como todos sabem, Wittgenstein revolucionou a Filosofia no século XX, que Fernando Henrique chama de século vindouro. Outros dizem que Wittgenstein acabou com a filosofia.

Para que os leitores de Paulo Coelho tenham noção da complexidade de Wittgenstein, Bertrand Russell, o último filósofo com que ele ainda mantinha contato, leu as últimas dez linhas que ele escreveu e declarou: “Não entendi nada. Mas é genial!”.

Bondoso que sou, não resisto a separar um trecho, apanhado ao acaso, de qualquer parte da estupefaciente dissertação de Fernando Henrique sobre o desenvolvimento, em 323 páginas, e compará-lo com um trecho das 83 páginas do Tractatus do austríaco. Leiam e vejam como se simplifica a complexidade e se complica a simplicidade.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Perspectivas para uma Análise Integrada do Desenvolvimento

Em síntese, reconhecendo a especificidade das distintas formas de comportamento, a análise sociológica trata de explicar os aparentes “desvios”, através da determinação das características estruturais das sociedades subdesenvolvidas e mediante um trabalho de interpretação. Não é exagerado afirmar que é necessário todo um esforço novo de análise a fim de redefinir o sentido e as funções que as classes sociais têm no contexto estrutural da situação de subdesenvolvimento e as alianças que elas estabelecem para sustentar uma estrutura de poder e gerar a dinâmica social e econômica.

As duas dimensões do sistema econômico, nos países em processo de desenvolvimento, a interna e a externa, expressam-se no plano social, onde adotam uma estrutura que se organiza e funciona em termos de uma dupla conexão: segundo as pressões e vinculações externas e segundo o condicionamento dos fatores internos que incidem sobre a estratificação social.

A complexidade da situação de subdesenvolvimento dá lugar a orientações valorativas que, apesar de contraditórias, coexistem. Pareceria que se produzem, por seu turno, certas situações nas quais a atividade dos grupos sociais corresponde às pautas das “sociedades industrializadas de massas”, (e outras) em que têm preponderância as normas sociais típicas das “situações de classe” e até das “situações estamentais”.

LUDWIG WITTGENSTEIN

Tractatus Logico-Philosophicus. Logisch-philosophische Abhandlung

PREFÁCIO

Talvez este livro só seja entendido por alguém que, ele próprio, já pense como o que está expresso aqui. Ou tenha pensamentos semelhantes. Este não é um textbook. Seu objetivo terá sido atingido se der prazer à pessoa que o leu e entendeu.

Este livro lida com os problemas da filosofia, e mostra, acredito, a razão por que esses problemas são aqui colocados: é porque a lógica da nossa linguagem não é compreendida. O sentido total do livro pode ser sintetizado nas seguintes palavras: o que pode ser dito pode ser dito claramente e aquilo sobre o que não podemos falar devemos passar por cima, silenciar.

Nota do autor

Depois de lerem os dois textos acima, os leitores me digam qual preferem.

E se Fernando Henrique pode ser acusado de falta de decoro intelectual

Fonte: Veja

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C.S. Lewis

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Entrevista com C.S Lewis

Poeta, pensador, escritor, especialista em Literatura Medieval e Renascentista, professor em Oxford e Cambridge. Nossa! Um currículo e tanto não? Mas se houvéssemos de destacar um só aspecto da vida de C.S Lewis, seria sua conversão e contribuições ao cristianismo (considerado por muitos o maior pensador cristão do século XX).

Mas quem é C. S. Lewis? Você pode se perguntar. Talvez você o conheça através de sua obra mais famosa (pelo menos aqui no Brasil): As crônicas de Nárnia (que, para quem não sabe, é uma alegoria cheia de referências cristãs).

Perfil
Nome: Clive Staples Lewis
Origem: Belfast, Irlanda do Norte
Nascimento: 29 de Novembro de 1898
Morte: 22 de novembro de 1963

Algumas obras:
* As crônicas de Nárnia (sete livros)
* Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz
* O Grande Abismo
* Surpreendido pela Alegria
* Milagres
* Cristianismo Puro e Simples
* O Problema do Sofrimento

Curiosidades:

Lewis serviu ao exército Britânico durante a Primeira Guerra Mundial

Parte dos méritos da conversão de Lewis ao cristianismo se deve a influência de seu amigo J.R.R. Tolkien (criador da série Senhor dos Anéis)

Tornou-se popular durante a II Guerra Mundial, por suas palestras transmitidas pelo rádio, nas quais acalentava com esperança o povo britânico.

Lewis morreu no mesmo dia do assassinato do presidente americano John Kennedy.

Biografia:

http://narnianos.com/cslewis/biografia/

Bem, toda essa iniciação à vida de C.S Lewis, ainda que de uma forma um tanto quanto rasa, tem como ensejo um só: conferirmos o trecho de uma entrevista, de 1944, em que Lewis nos encanta um pouco mais com sua lucidez e visão de mundo.

Graça e Paz!
Emerson de Oliveira Souza

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Inglaterra, em 18 de abril de 1944.

Qual das religiões do mundo confere a seus seguidores maior felicidade?

Lewis: Qual das religiões do mundo confere a seus seguidores maior felicidade? Enquanto dura, a religião da auto-adoração é a melhor. Tenho um velho conhecido já com seus 80 anos de idade, que vive uma vida de inquebrantável egoísmo e auto-adoração e é, mais ou menos, lamento dizer, um dos homens mais felizes que conheço. Do ponto de vista moral, é muito difícil. Eu não estou abordando o assunto segundo esse ponto de vista. Como vocês talvez saibam, não fui sempre cristão. Não me tornei religioso em busca da felicidade. Eu sempre soube que uma garrafa de vinho do Porto me daria isso. Se você quiser uma religião que te faça feliz, eu não recomendo o cristianismo. Tenho certeza que deve haver algum produto americano no mercado que lhe será de maior utilidade, mas não tenho como lhe ajudar nisso.

Os materialistas e alguns astrônomos sugerem que o sistema solar e a vida como a conhecemos foram criados por uma colisão estelar acidental. Qual é a visão cristã dessa teoria?

Lewis: Se o sistema solar foi criado por uma colisão estelar acidental, então o aparecimento da vida orgânica neste planeta foi também um acidente, e toda a evolução do Homem foi um acidente também. Se é assim, então todos nossos pensamentos atuais são meros acidentes – o subproduto acidental de um movimento de átomos. E isso é verdade para os pensamentos dos materialistas e astrônomos, como para todos nós. Mas se os pensamentos deles – isto é, do Materialismo e da Astronomia – são meros subprodutos acidentais, por que devemos considerá-los verdadeiros? Não vejo razão para acreditarmos que um acidente deva ser capaz de me proporcionar o entendimento sobre todos os outros acidentes. É como esperar que a forma acidental tomada pelo leite esparramado pelo chão, quando você deixa cair a jarra, pudesse explicar como a jarra foi feita e porque ela caiu.

A aplicação dos princípios cristãos daria um fim ou reduziria enormemente o progresso material e científico? Em outras palavras, é errado para um cristão ser ambicioso e lutar por progresso material?

Lewis: É mais fácil pensar num exemplo mais simples. Como a aplicação dos princípios cristãos afetaria alguém numa ilha deserta? Seria menos provável que esse cristão isolado construísse uma cabana? A resposta é “Não”. Pode chegar um momento em que o Cristianismo o diga para se preocupar menos com a cabana, isto é, se ele estiver a ponto de considerar a cabana a coisa mais importante do universo. Mas, não há nenhuma evidência de que o Cristianismo o impediria de construir um abrigo. Ambição! Devemos ter cuidado sobre o que queremos dizer com essa palavra. Se for desejo de passar à frente de outras pessoas – que é o que eu penso que quer dizer – então, ela é uma coisa má. Se significar apenas desejo de fazer bem uma coisa, então é boa. Não é errado para um ator querer atuar tão bem quanto possível, mas desejar ter seu nome escrito com uma letra maior do que a de outros atores, isso sim é errado.

Tudo bem em ser General, mas se alguém tiver a ambição de ser General, então não dever ser.

Lewis: O mero evento de se tornar um General não é nem certo, nem errado em si mesmo. O que importa moralmente é sua atitude em relação a isso. O homem pode estar pensando em vencer a guerra; ele pode estar desejando em ser General porque honestamente pensa que tem um bom plano, e ficará feliz em colocá-lo em prática. Isso está ok. Mas, se ele pensa: “O que posso ganhar com esse emprego?” ou “O que devo fazer para aparecer na primeira página do Illustrated News?” então, isso é errado. O que chamamos de ambição, usualmente, significa o desejo de ser mais notável ou mais bem sucedido que outra pessoa. É o elemento competitivo que é nocivo. É perfeitamente razoável querer dançar melhor ou ter uma aparência melhor do que outros – quando você começar a perder o prazer se outros dançarem melhor que você ou tiverem uma melhor aparência, então você está indo na direção errada.

Fonte: Glaucia Santana
solomon

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Pecado

Dia desses, ouvindo uma rádio cristã de minha região, uma coisa logo me chamou a atenção, era um anúncio de algum tipo de “Culto de Libertação e Cura”, mas com uma curiosidade, as pessoas passavam por uma espécie de gruta (construída dentro da igreja) milagrosa na intenção de alcançar seus milagres. Não que julgue a efetividade desse tipo de pratica, tão comuns no meio cristão e os quais todos nós conhecemos (água do Jordão, pedra do monte Sinai, água ungida, paninho santificado no monte, e por aí vai); mas episódios como esse sempre me inquietam e trazem certas questões a minha cabeça. Será que não estamos nos distanciando da essência do evangelho, afastando as pessoas de Deus e estabelecendo novamente intermediários entre nós e Deus? Precisaremos de uma nova reforma (pobre Lutero)?

Esse texto não trata especificamente desse assunto (posso até ter criado uma expectativa errada em vocês), mas me causou esse tipo de inquietação justamente por buscar romper toda barreira contra o entendimento acerca da essência do evangelho de Cristo e de nosso relacionamento com Deus.

Cessemos de criar eufemismos para conquistar as pessoas, não se trata de Show ou entretenimento, mas da verdade. Não será pela nossa força ou engenho, mas pelo mover do espírito santo.
Leia o texto e deixe o Espírito Santo romper as barreiras de seu entendimento e esclarecer mais um pouco do real propósito de Deus em sua vida.
Graça e Paz!
Emerson de Oliveira

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Há alguns dias eu conversava com um amigo que se diz agnóstico e ele me fez uma pergunta muito interessante: “Se eu como Cristão vier a pecar, o que acontece?”. Naquele instante eu respondi quase que automaticamente sobre a misericórdia de Deus, a eficiência do sacrifício de Cristo por mim e o seu papel como meu advogado diante de Deus.

Simples. Do jeito que eu sempre li e aprendi.

Algum tempo depois encerramos o assunto e eu como quase sempre faço, saí da mesa fazendo uma retrospectiva da discussão, repassando as perguntas e as minhas respostas. E foi aí que eu percebi a minha ilusão…

Eu me lembrei da pergunta do meu amigo e pensei “como assim, SE eu vier a pecar?!”

Bom… Vamos lá. Em primeiro lugar, o que é pecado, afinal? Segundo a Bíblia, entendemos que pecado nada mais é do que a desobediência a Deus.

É relativamente simples. Deus é perfeito, santo e justo e na Sua perfeição, santidade e justiça, definiu uma série de regras morais e de conduta, não apenas para o Seu povo, mas para toda a humanidade. Os 10 Mandamentos são o que podemos chamar de resumo ou a base dessas regras definidas por Deus.

Se algum homem quiser agradar à Deus (quiser ser aceito por Ele, ser chamado Seu filho, etc…), deve obedecer a esses mandamentos sem exceção. E a desobediência de qualquer uma dessas ordenanças é o que a Bíblia chama de pecado. Simples, certo?

Olhando pra essa lista – os 10 Mandamentos, eu rapidamente percebo que a questão não é SE eu pecar… Afinal, quem nunca mentiu, por exemplo? Quem nunca pensou mal de outra pessoa? Quem nunca cobiçou nada de alguém? Quem ama a Deus acima de todas as coisas?!
Se eu for minimamente honesto comigo mesmo, logo percebo que eu não sei o que é não pecar, pois tenho pecado desde que nasci (a desobediência é de berço) e não fosse a educação que recebi de meus pais (e família) e alguma influência social (do meio em que cresci), não haveria muita diferença entre um assassino estuprador e eu.

Mesmo que eu não mate, não roube, não minta, não cobice, não tenha ídolos (tipo carreira, dinheiro, sucesso, e uns outros tantos), respeite meus pais e siga vivendo praticamente como um monge, eu ainda não estarei livre de mim mesmo. E esse é o maior problema… o maior abismo entre eu, e Deus sou eu mesmo.

Eu passo o dia todo, todos os dias pensando em mim mesmo. E ainda por cima sou orgulhoso demais para admitir que preciso de Deus.
É lógico que Deus me ama – eu digo na minha cegueira – Eu sou uma boa pessoa (tenho minhas falhas, mas ninguém é perfeito), eu faço o bem para as pessoas à minha volta, eu dou esmolas, faço caridade, ajudo a quem precisa, eu, eu, eu…

Assim, eu crio essa ilusão de pecado. Eu tenho essa lista de pecados que não cometo, tipo matar, roubar, mentir (mentiras ‘brancas’ não contam), obedecer às leis, etc. E acho que está tudo bem entre Deus e eu.

Eu desenho uma balança bem grande e coloco todas as coisas boas que eu faço de um lado. Do outro lado, eu coloco todas as coisas que eu acho que talvez deveria fazer, mas que no fundo, convenhamos, quem é que faz de verdade, não é?

Aí eu crio esse senso de justiça completamente distorcido e infinitamente distante da verdadeira justiça de Deus e penso comigo mesmo “Bom, se esse negócio de inferno existe mesmo, eu não irei pra lá… Afinal! Olha a minha balança como está pendendo em minha vantagem! Deus sabe que eu sou uma pessoa boa…”

Lembra-se do orgulho? Não é o orgulho de um pai sobre um filho que tirou nota 10 na escola. Estou falando daquele sentimento de que somos maiores ou melhores do que outras pessoas, que temos prioridade sobre os outros, de que merecemos aquilo que temos e principalmente o que ainda não temos. Ego, conhece? A gente vive buscando a nossa própria satisfação, fazendo aquilo (seja uma coisa boa ou ruim) que nós gostamos de fazer, de acordo com a nossa vontade, pra nos agradar…

Vamos fazer um rápido exercício mental:
• Só hoje, quantas vezes você reclamou de alguma coisa ou de alguém?
• Só hoje, quantas vezes você pensou mal de alguém? Qualquer crítica já vale, não precisa ir muito longe…
• Só hoje, quanto tempo você já passou pensando nas coisas que você quer (ter, comprar, fazer, etc)?
• Só hoje, quanto tempo da sua vida (e da vida dos outros) você perdeu?
• Só hoje, quantas coisas você deixou de fazer por preguiça?
• E por último, quanto tempo (horas, dias, semanas) você consegue ficar sem pensar em você mesmo?

Sentiu a dificuldade?

A culpa é uma coisa interessante… A culpa corrói o nosso interior… É como a ferrugem corroendo um metal, desgastando a sua superfície, tirando toda a pintura cromada e revelando fraqueza do material.
A culpa nos mostra de que ao contrário do que muitos tentam argumentar, existe sim um “certo” e um “errado”. No fundo da sua alma todo mundo sabe disso. A benção da culpa, é ela que nos revela a santidade e a justiça de Deus. Afinal, se eu estou errado, eu estou errado de acordo com um padrão maior. E esse padrão é o padrão de Deus.

Mas eu, por mim mesmo, nunca consiguirei alcançar esse padrão! E ao concluir isso, eu vejo que a única coisa que me resta é a morte (tanto física como espiritual que é a separação de Deus). Como disse Paulo em Romanos 3:12 “Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.”

Por que, afinal, Deus faria então um conjunto de regras que ninguém jamais conseguiria obedecer e ainda exigir a obediência completa dessas regras em troca da salvação?! Isso não me parece muito justo! Ninguém consegue obedecer os 10 Mandamentos. Jesus mesmo resumiu todos esses em apenas 2 mandamentos (Amar a Deus acima de todas as coisas e ao meu próximo como a mim mesmo) e nem assim eu consigo obedecer e me ver livre de pecar, nem assim eu consigo agradar a Deus!

Se hoje eu fosse responder aquela pergunta do meu amigo, a minha resposta teria que ser mais ou menos assim:
“A questão não é SE eu pecar, mas sim QUANDO eu peco.”
Hoje eu sou perdoado dos meus pecados não por que consigo obedecer às leis de Deus, mas simplesmente por que Jesus obedeceu todas elas no meu lugar, e ainda pagou o preço (a morte) pelos meus pecados. Tudo isso mesmo eu sendo inimigo de Deus. Mesmo eu sendo orgulhoso demais pra aceitar a Sua existência ou a minha necessidade dEle. Ele me amou incondicionalmente com todos os meus defeitos… Sem que eu merecesse…

Isso é a graça de Deus. Isso é a prova maior do seu amor pela humanidade.

A culpa, como eu dizia, nos revela a nossa necessidade de perdão. E o perdão de Deus é dado gratuitamente à todo aquele que se arrepende de seus pecados, crê que Jesus é o Cristo, o Salvador, Filho de Deus que morreu em seu lugar, por causa dos seus pecados e entrega a sua vida, o seu coração a Deus.

Não existe culpa tão grande que não possa ser perdoada. Se a culpa é grande, o Amor e a misericórdia são maiores ainda.

Sendo assim, pela fé, você recebe o perdão de Deus e é salvo, primeiramente da morte eterna (do inferno), e em segundo lugar, salvo de você mesmo… Do seu egoísmo, do seu orgulho, do seu Eu. Então passa a obedecer a Deus, não por obrigação, mas por amor, por que Ele te amou primeiro. E passa então a amar ao seu próximo (quer ele mereça ou não). Não por que você é bom, mas por que Deus te amou primeiro incondicionalmente.

Eu ainda peco, sim… Como disse ao meu amigo, eu peco todos os dias… Eu também não passei no teste acima… Paulo, novamente em Romanos se vê nessa mesma situação quando diz “Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem: o querer o bem está comigo, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero; mas o mal que não quero, esse pratico.” (Rm. 7:18,19).

Mas hoje eu tenho a consciência dos meus pecados e, arrependido, peço perdão a Deus por meio de Jesus, meu fiel advogado que pagou o preço e comprou a minha vida com o Seu sangue. Hoje eu sou capacitado por Deus a deixar de pecar, sou capacitado a pensar menos em mim e mais nos outros, sou capacitado a corrigir meus erros a cada dia. E ser cada dia mais parecido com Jesus Cristo, o único homem que nunca pecou.
Amém.

Guilherme Menga

Fonte: Solomon

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Cronos

Desculpem-me, mas meus compromissos têm cumprido o papel de carrasco em minha vida e me forçado a afastar momentaneamente do Blog e de vocês, no entanto permanece em mim uma intensa vontade de compartilhar um pouco mais do que se passa dentro dessa minha cabecinha.

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Talvez seja um tanto quanto clichê a idéia do vídeo (a técnica), mas é inevitável, em um dado momento de nossas vidas, pensarmos sobre o que o vídeo nos propõe; e convenhamos, de fato, a vida passa, e me parece que quanto mais longa a estrada que enxergamos ao olharmos para trás, mais nos importamos com o tempo, que passou ou que há de vir.

Mas o tempo se insinua, com seus movimentos, se comunica, indicando-nos sabedoria e humildade; mas quantas vezes ignoramos estes sinais!

“O tempo é infiel para quem dele abusa.”
Pietro Metastásio

“Quem mata o tempo não é assassino, mas um suicida.”
Millôr Fernandes

Clamemos por sabedoria para desfrutar o nosso tempo e pela humildade de reconhecermos sua soberania em nossas vidas.

“A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade.”
Friedrich Nietzsche

“Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?”
Jesus (Lucas 12:25)

A idade traz rugas, mas também sabedoria. Um dia a beleza, a juventude e a saúde se desmancharão em nossa frente, e o que nos restará? Jesus nos sugere algo:

“Buscai primeiro o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Lucas 12:31)

Saiba que tudo vai passar e o que ficará serão os frutos de nossas escolhas. Como Jesus nos sugere, busquemos primeiro o que ele buscou: amar, sacrificar, doar-se, se alegrar, comunhão, santidade e a verdade. Estas são as partes nevrálgicas de nossas vidas e serão nossas últimas questões; pensaremos nestas coisas quando nossa jornada neste mundo estiver se findando.

Escreva em vida seu epitáfio.

Pense nisso!!

Graça e Paz!

Emerson de Oliveira Souza

Temos muito tempo… Mas o tempo é qualquer coisa que se corta num golpe súbito de tesoura, quase sempre sem aviso. Três semanas, três anos, trinta anos… O tempo é apenas tempo. É água que escorre entre os dedos das mãos. A verdade é que não temos muito tempo.
Enquanto cometemos a tolice de ir vivendo como se fôssemos viver… sempre, a nossa vida está às escuras, à espera de um ato de coragem que lhe dê cor e sentido.
(Paulo Geraldo)

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