Monthly Archives: Junho 2010

Isso é evangelismo?

Certo, confesso! Não foram poucas as vezes que escrevi e desejei uma renovação de conceitos e atitudes no meio evangélico brasileiro, não nego. Por outro lado também sei que apontar problemas e nem si quer cogitar soluções, não é fato edificante (muito menos sensato ou maduro). Portanto, trago-vos, queridos amiguinhos, se não sugestão, pelo menos uma provocação.

Organic Christianity – Cristianismo Orgânico

Quadros pintados pelo design Matt Knisely para uma série chamada Organic Christianity.

Será que isso pode ser considerado uma ferramenta de inspiração e evangelismo?

Fonte: Solomon1

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http://vimeo.com/10943517

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O Humor e a Igreja


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Olá, irmãos!

Humor! Libertando-me da pesada pretensão de encerrar e/ou definir este tema (embora me faça valer de algumas definições amadoras), convido-os a caminharmos juntos em um sentido um pouco diverso e TALVEZ menos denso, este: a relação humor/igreja.

A melhor forma de correr com o Diabo, se ele não se rende aos textos das Escrituras é zombar e caçoar dele, pois o mesmo não suporta o escárnio.
Martinho Lutero

O Diabo… o espírito do Orgulho… Não suporta ser debochado.
Thomas More

Nas profundezas da austeridade de nossas liturgias, perdemos o contato com alguns aspectos fascinantes da comunicação, dentre eles a espontaneidade, a criatividade, a alegria, a inovação, a liberdade, a ousadia, enfim, abrimos mão de uma formatação mais viva da mensagem, mais atraente. E a abdicação desses arranjos de comunicação tem seu preço, por vezes alto demais.

Como preço dessas escolhas, podemos contemplar pelos menos duas disfunções essências:

# 1: A extrema carência do cristão por conteúdos e produtos (culturais e litúrgicos) inteligentes, inovadores, ousados, atuais, criativos e atraentes. Talvez esteja aí uma das razões que levam muitos cristãos a flertarem com conteúdos seculares, e tantos outros a cederem à sedução do mundo.

# 2: A instituição de certo nível de animosidade em relação à igreja, isso graças ao uso exacerbado de clichês, formulas viciadas, arrogância, preconceitos e erros (vergonhosos erros!). O que seria da igreja sem o trabalho do Espírito Santo (quem realmente convence os nossos corações)?

Mas valem algumas ressalvas antes de darmos andamento ao texto.

Não, indubitavelmente não sou a favor de que a igreja acolha aos costumes do mundo, antes, gostaria apenas que a igreja revisse e redefinisse alguns conceitos, em vista de reduzirmos distorções e usufruirmos em plenitude todo espólio (herança) de Deus para nossas vidas, sem nos privarmos da graça disponível.

O que configura as coisas como más não é a estrutura da coisa em si, mas o propósito em que ela foi aplicada. Por exemplo, a ousadia em si não é um pecado, Davi foi ousado ao desafiar Golias, mas não pecou. O pecado se instaura quando o propósito diverge do caminho proposto por Deus para toda a criação (inclusive o humor). E como encontrar o equilíbrio? Penso que somente estando ligado a Deus em espírito, do contrário até mesmo as boas obras são vazias.

Ah é, Humor! Voltemos ao nosso tema.

Muitos podem pensar que o humor é uma figura oposta à seriedade, e que é obra de indivíduos infantis e insensatos, enganasse quem pensa desta maneira. Esta idéia é, senão, reducionista. Confinar o humor a essa figura infantil e inocente (o velho palhaço, bobo da corte) é o mesmo que reduzir todo o universo da música a um único estilo musical simplesmente por que si tem mais afinidade a determinado estilo, ou por pura ignorância mesmo (por não conhecer outras manifestações).

Então o que é humor?

Humor nada mais é que um dos diversos arranjos (formatações) possíveis para a mensagem (seja ela escrita, falada, cantada, interpretada, desenhada, etc. e tal). Quantos são os exemplos de obras (e trabalhos) sérias e relevantes que se valeram do carisma do humor? E diremos que são menos relevantes que outras manifestações?

Sobre o humor não pesa o juízo moral (bom ou mal), ele simplesmente é, assim como não é lógico intitularmos uma nota musical como boa ou má, simplesmente por ser agudo ou grave. Mais uma vez: é a proposta para obra que torna as coisas mais turvas (ou melhor: as intenções do idealizador). É mais ou menos como o próprio Jesus afirmou um dia:

… o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem. (Mateus 15:11b)

A única discussão que nos seria válida (e inteligente) é: Seria o humor uma forma adequada (eficiente) de comunicar esta mensagem a este público?

Se a discussão sobre o humor não for nestes termos (adequação e/ou contexto), tal discussão nada mais é do que uma simples avaliação subjetiva: gosto ou não gosto. Mas, ainda assim, estaríamos avaliando a dimensão da adequação da mensagem.

As características próprias do humor (já apontadas acima) trabalham a seu favor: alegria, espontaneidade, criatividade, inovação, ousadia, liberdade, carisma, etc. Difícil seria encontrarmos quem abriria mão desses aspectos em sua mensagem.

Bem, acho que já fomos longe demais para algo que começou tão despretensiosamente. Fica então a proposta de uma avaliação mais inteligente e madura de alguns conceitos, em vista de eliminarmos algumas arestas nas relações da Igreja.

De brinde, você pode curtir ainda a dois vídeos:

#1: Tem o humor como formatação (não como tema). Neste vídeo você pode observar como o humor é grande aliado na comunicação da mensagem, que fica muito mais agradável, inteligente e próxima do receptor.

#2: Este segundo vídeo tem como proposta o próprio tema deste post: a relação igreja/Humor. Neste vídeo algumas pessoas debatem e discorrem suas opiniões sobre essa relação, muitas vezes conflitante.

Valeu!
Graça e Paz!
Emerson de Oliveira Souza


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