Category Archives: vida

Flama

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Acaso não percebes que amor, coragem, verdade e afins são como flamas que aquecem e dão cor à existência, e que o sangue e os corpos de nossos mártires são o combustível dessas chamas?

Emerson de Oliveira
31/08/14

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Não Mr. Underwood!

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Quando assisto House Of Cards eu fico com a incomoda sensação de que a série foi criada só pra debochar de nossas instituições e tradições, e colocar qualquer visão de mundo que destoe dos costumes e práticas dos Underwood’s como isoladas e praticamente extintas.

Família, igreja, autoridades, amor, fé, respeito e moral; no mundo de Frank Underwood – e dos produtores da série – parecem ser meros detalhes maquiavélicos.

E pra quem acha que todo esse arranjo (pessimista) chancela realismo à série, a mim isso soa mais como algum tipo de trauma, que por ressentir de experiências dolorosas, passa a desconfiar de tudo a sua volta.

 

Não Mr. Underwood…

O mundo não é tão linear quanto o roteiro dessa série tão superestimada.
E por aqui, nem todo mundo age em benefício próprio
e nem toda ação é estratégica.

E sim, por mais démodé que pareça, ainda existem pessoas decentes.
O problemas é que por aí, nos templos da ganância, será mesmo difícil encontrar essa estirpe.

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Pietà

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Na próxima ocasião em que alguém se achegar a mim, cheio de boas intenções, e disser que tem o sonho de ir para África, promover o bem, ou coisa do tipo, minha resposta será o endereço (nem precisa cruzar o Atlântico) e uma lista com nome para essas pessoas colocarem em prática toda sua Pietà.

Cansei desses!

Esse tipo de coisa tem me soado mais como um movimento de fuga (do tipo, estou cheio da minha tediosa vida e quero uma aventura exótica), uma oportunidade de realizar uma viagem internacional na faixa (de graça), ou o simples exercício de higienização de consciência através da caridade.

Esse é o tipo de caridade Fast food, rápida e conveniente. O arranjo geralmente é o mesmo: vai-se para um país distante, ajudar algum povo miserável, marcado por alguma desgraça, fica-se ali por um tempo e, quando já se cumpriu a cota de caridade para uma vida, volta-se para mesma vida ordinária, bem distante daquela realidade difícil de encarar.

Esse é o tipo de pessoa que sonha mudar o mundo, mas não consegue ser responsável nem com a arrumação da cama.

Talvez mudar o mundo seja mesmo uma utopia. Mas uma coisa é certa, se há uma saída para esse mundo caído em que nos arrastamos, o compromisso de fazer o melhor com o que está a nossa volta, com certeza, é um dos prefácios da mudança concreta.

Tá certo que é mesmo difícil encarar o mau de frente, todos os dias, e perceber esse hiato que existe entre o mundo hedonista do cinema e da publicidade e o mundo “real”, doente e sujo que se oculta por trás dessa cortina de purpurina. Mas a mágica decisão de não enxergar isso não muda os fatos.

A verdade vos libertarás.
(João 8: 32)

Jesus estava mesmo certo quando afirmou isso. Ou há outro caminho para mudança que se desvie do reconhecimento dos erros e da correção de rotas?

Quer produzir um mundo melhor? Comece sendo um filho, aluno, funcionário, cidadão melhor. Gostaria de promover a caridade? Quer lugar melhor do que o nosso país, nossa vizinhança, para começar?

E se, de repente, lhe surgir a pergunta:

– Quando começar?

Minha sugestão então seria:

– Que tal hoje?

Comece se questionando que tipo de pessoa você tem sido para seus familiares, amigos, companheiros de trabalho… Feito isso, parta para a etapa seguinte e vá tapando os buracos que você deixou pelo caminho. E se lhe restar ainda a dúvida de como fazer isso, aqui vai minha derradeira sugestão: O pedido de perdão é o prólogo do processo de mudança, e o compromisso de insistir neste movimento (em direção ao Bem) é o que certifica nossa transformação.

É duro, mas não alcançaremos um mundo melhor sem nos transformarmos em pessoas melhores.

Emerson De Oliveira

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I am second

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“I am second” é um movimento que surgiu (nos EUA) com o propósito de inspirar e encorajar  pessoas a colocar suas vidas em segundo plano e dedicar uma maior parte dela (a vida) a servir a Deus e ao próximo.

Avalizando o projeto, temos o depoimentos de atores, atletas, músicos, homens de negócios, ex viciados; enfim, histórias inspiradoras que reforçam o propósito último do projeto: falar sobre o amor de Deus.

Confira algumas dessas histórias:

Alex Kendrick
http://youtu.be/XLcgf589P5U

Stephen Baldwin

Vitor Belfort

Brian Head

 

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Remissão

A percepção de um erro alude à humildade,

mas é a busca por remissão que completa essa virtude.

29/12/2013

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Convite à coragem

Um bem é tão valorizado quanto a sua raridade.

Coisa rara é encontrar opiniões que entram em choque com o consenso, o automatismo, o movimento de massa. Afinal de contas, vivemos sobre a tutela do politicamente correto, portanto é preciso ter culhão pra abraçar o dissenso e polemizar.

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Palavrantiga, se existe um consenso (que se tornou chato) entre cristãos hoje, este talvez seria o nome dele. Pois tente encontrar críticas (sobretudo negativas) relativas ao grupo e você vai ter uma noção desse consenso (proponho até que você inicie esse exercício utilizando o meu blog). E porque?  De fato a banda é excelente, tem um ótimo compositor e belos arranjos; fatos que justificam o consenso. Então qual é ponto?

A minha preguiça em relação ao Palavrantiga sempre foi relativa a sua postura (que abusa do conforto do politicamente correto). Sugiro até outro exercício, assista (escute ou leia) algumas entrevistas do grupo e observe como eles (sobretudo seu porta voz) se esforçam para se descolar da imagem do músico cristão, gospel, evangélico e demais rótulos. O que me soa estranho e até mesmo contraditório, é que o grupo construiu e mantém sua carreira graças ao público cristão, gospel e evangélico.  Sim, eu sei que eles reuniram admiradores fora dos muros da igreja, talvez pelo talento que eu já salientei aqui, ou mesmo pela curiosidade por este discurso diplomática (filosófico e poético) que eles têm; mas eu confesso que ficaria admirado se descobrisse que este é o publico hegemônico da banda.

E antes que me julguem por inocente, ignorante ou elogios mais lisonjeiros. Vale ressaltar que eu encontro sim algumas intercessões entre minha visão de mundo e a do grupo.

  • Também não me sinto confortável com o rótulo de evangélico.
  • O mercado fonográfico gospel é mesmo uma aberração.
  • Eu não compartilho da opinião e nem mesmo admiro a postura da maioria dos líderes evangélicos do Brasil.
  • Não gosto da postura da igreja em relação aos seus artistas;
  • Não gosto da postura de trabalho dos nossos artistas;
  • Não gosto do produto cultural dos nossos artistas;

Enfim, a coisa de fato está longe do ideal. E se valer desta postura contestadora nos concede mesmo um caráter mais integro e louvável. Mas até onde levar essa negação?

Quando o simples questionamento: De qual igreja você é? É seguida de um discurso politicamente correto, que isenta o interlocutor de se posicionar, isso não me soa bem. Esse tipo de postura me remete a uma colocação que o filósofo Luiz Felipe Pondé, apresenta no vídeo que eu publiquei no último post.

“Com medo de sermos vistos como intolerante, evitamos brigas, e brincamos de relativistas dizendo que cada um tem sua verdade, mas diante de problemas concretos, os conflitos logo aparecem.”

Não acho que isso se aplica integralmente ao Palavrantiga. Mais uma vez, admiro e comungo em grande parte da postura deles, mas esse movimento, que cresce no meio evangélico, que se faz valer de um discurso mais inclusivo, simpático, democrático e diplomático; hummmm… me incomoda.

Sim, eu acredito no diálogo entre o sacro e o secular, ou Jesus não é a materialização disso? E eu acredito que o artista cristão tem um papel fundamental nessa diálogo. Mas eu não acho que, em vista de conquistarmos a simpatia alheia, possamos nos livrar do constrangimentos que a fé cristã nos coloca.

Eu não me satisfaço apenas em ver o Palavrantiga tocando ao lado do Henrique Portugal ou dando uma entrevistas para a Billboard, de fato isso pode ser bom. Mas eu ainda sinto falta dos momentos de choque e de constrangimento, em que os artistas cristãos se comprometam ao defender ABERTAMENTE  sua fé; sim com inteligência, integridade, respeito e honra, mas que não se isentem da coragem de demarcar os limites que fé Cristã alude. Chega de substituir Jesus por “eufemismos” simpáticos como amor, paz, bem comum.

Se em diversos aspectos, aqueles famosos líderes Evangélicos que maculam a reputação da igreja no Brasil, apresentam falhas gritantes, em um assunto específico temos que reconhecer o mérito neles, a CORAGEM. Pois é mesmo pra poucos abrir mão da simpatia em nome de uma ideologia (seja ela qual for).

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C. S. Lewis

Volta e meia penso em como cristãos com culhão como C.S. Lewis fazem falta. Sim, ele era tinha apreço pela conteúdo e forma de seu trabalho, parte de sua reputação vem desse fato. Sim, ele teve, como poucos, trânsito entre o secular e o sacro; mas não, ele não hesitou em elevar o estandarte cristão bem alto, e deixar claro essa sua posição nos mais diversos aspectos de sua vida, seja em seu trabalho ou em sua vida diária. Ainda que essa postura pudesse lhe causar constrangimentos, Jesus não foi ausente na obra de C. S. Lewis, muito menos os aspectos comprometedores como a exclusividade da salvação em Jesus, a moral sexual cristã, o pecado e o problema do mal.

De fato eu reconheço, é preciso muita coragem para se decidir cristão. Sobretudo para aqueles que o ofício implica deixar claro sua visão de mundo. E, dado esse fardo, eu confesso que também falho com isso. Mas o reconhecimento desse fardo não nos isenta do convite ao constrangimento que o evangelho nos deixa:

Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.

(MT 5:11)

E o texto ainda provoca:

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

(MT 5:14-16)

A ideia de escrever este post me veio depois de ler a crítica (não consensual) do jornalista Rafael Porto sobre o último álbum do grupo palavrantiga, que tem o título de “Sobre o Mesmo Chão”. Quem tiver a curiosidade de ler a crítica, este é o link:

ogospelemxeque.wordpress.com

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Ambíguo

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Sim, eu sou arrogante. Também inseguro; gentil, insensato, sensível e bruto.

Sou toda soma de paradoxos que me fazem quem sou.

Pois eu falho mesmo. E feio! Mas meus méritos também estão por aí.

Sou o melhor que posso ser, e se isso não basta, paciência. Esse é o meu compasso.

Hora sou problema,hora solução; hora essa medida é justa, hora não.

E o que sobrou de mim?

Esse sujeito torto, cheio de orgulho, medo, virtudes e tropeços.

E pra quem vê isso tudo como mero pretexto, eu contesto assentindo.

Afinal, não é sobre isso o texto?

Emerson de Oliveira

10/12/2013

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Folhear o tempo

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Olá passado, olá porvir;

folhear as páginas de uma agenda é como brincar de Deus;

é rememorar o que se foi, é brincar de preencher acaso;

é se afastar dessa condição de homem, refém do tempo, o algoz da vida.

 

Sem certeza, sem salvaguarda, mais doce é a imaginação. Viva a arte, viva a infância.

Emerson de Oliveira

– 23/01/13 –

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